Com cobrança do Ecad por lives, artistas vão precisar pagar para trabalhar

Extinção da Cobrança do ECAD » SindResBarSP

O sucesso das “lives” nesse período de pandemia fez crescer o olho do Ecad, responsável por coletar pagamentos por uso de músicas no País. A malandragem foi admitida pela própria entidade, ao afirmar que já tem contratos com YouTube, Facebook e recebe regularmente, mas que lives transmitidas pelas plataformas ganharam destaque e o Ecad quer faturar mais com “execução pública musical”. A cobrança é feita duas vezes pelo mesmo produto, a realização da live e pela transmissão. Afinal, se não fosse transmitida, ninguém iria assistir.

Na prática, o artista, que está impossibilitado de se apresentar e cobrar ingresso devido ao isolamento, vai precisar pagar para trabalhar. É o fim. A cobrança é de 7,5% do valor bruto dos patrocínios, retroativa a 20 de março. Mas devido à pandemia vai dar desconto e cobrar “apenas” 5%. Sem as lives, o Ecad arrecadou R$ 4,4 bilhões entre 2016 e 2019 e R$ 3,9 bilhões para músicos. E ficou com os R$ 452 milhões restantes.

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