Ana Arraes ataca João Campos, cobra desculpas do neto e cogita se candidatar a governadora de Pernambuco

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Ex-deputada federal, filha do ex-governador Miguel Arraes e mãe do também ex-governador Eduardo Campos, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes, 72 anos, rompeu o silêncio, nesta terça-feira (7), e disparou contra seu neto, o deputado federal João Campos (PSB): “Me agrediu”. A declaração da ministra foi dada ao jornalista Jamildo Melo, que já havia publicado palavras semelhantes dela anteriormente em carta sobre as rusgas entre João e o filho Antônio Campos (Pode).

A rusga entre Ana Arraes, que segue filiada ao PSB, e o neto surgiu depois que ele afirmou, durante reunião da Comissão de Educação da Câmara, que o tio, o advogado e presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) Antônio Campos, seria “pior” do que o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Na ocasião, após ouvir várias críticas do deputado, o auxiliar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lembrou que o tio do parlamentar fazia parte do governo. “Nem relação eu tenho com ele. Ele é um sujeito pior que você”, retrucou João, à época.

Questionada sobre o sentimento que nutre pelo neto após o ocorrido, Ana Arraes deixa claro que ainda não o perdoou. “Eu espero que ele me peça desculpa. Se ele não pedir nem me procurar, o problema é dele. Quem me agrediu foi ele. Eu não o agredi, nunca agredi nenhum neto. Muito pelo contrário, sempre fui avó. Sou uma pessoa calma, tenho tranquilidade para resolver as coisas, mas tem coisas que a gente não pode admitir, porque fui criada para ter respeito com as pessoas. Nem falar português corretamente na ocasião ele falou. Ele se reportou ao ministro como ‘você’, quando todos sabem que esse termo não deve ser usado com um ministro, e sim ‘vossa excelência’”, declarou.

A ministra também fez questão de defender a imagem do seu caçula, Antônio Campos, a quem classificou como “uma pessoa decente, trabalhadora e educada”. “Ele foi desrespeitoso com um tio que é uma pessoa decente, trabalhadora, competente, educada. Como eu eduquei o pai dele (João), eu eduquei o irmão, e os meus dois filhos foram bem educados, os criei com os meus garfos e ensinei as coisas que eles foram desenvolvendo por si próprios. Por isso eu não admito que um neto venha criticar um tio da forma como ele fez. Na minha família isso não existe”, cravou Ana.