Monthly Archives: setembro 2019

TCE multa em R$ 8 mil o prefeito de São José do Belmonte

Resultado de imagem para romonilson belmonteTrata-se do exame de 32 (trinta e duas) nomeações admissões realizadas pela Prefeitura Municipal de São José do Belmonte para funções diversas no 1º e 2º quadrimestres de 2018, decorrentes de concurso público, sob a gestão de Francisco Romonilson, Prefeito.

O relator propôs que fossem julgadas legais as admissões constantes do ANEXO ÚNICO, concedendo-lhes, em consequência, registro. Outrossim, propôs que se aplique, ao atual gestor, Francisco Romonilson,  multa no valor de R$ 8.393,50. Por unanimidade, os membros da Segunda Câmara do TCE seguiram o voto do relator.

Priscila Krause aponta irregularidades em uso de empréstimo pelo Estado

Em discurso na Reunião Plenária desta segunda (30), a deputada Priscila Krause (DEM) acusou o Governo do Estado de ter realizado “uma manobra fiscal” ao descumprir cláusulas de empréstimo firmado junto à Caixa Econômica Federal, em dezembro de 2018, para financiar obras de infraestrutura (Finisa II). Segundo a ela, o Poder Executivo debitou R$ 167,8 milhões da conta criada especificamente pela instituição financeira para a movimentação dos recursos e direcionou o valor à Conta Única do Tesouro Estadual.

“Normalmente, os recursos dessas operações de crédito saem da conta específica do financiamento direto para a conta dos fornecedores contratados, o que não ocorreu”, explicou a parlamentar, que solicitou a fiscalização do caso pelos órgãos de controle – Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público de Contas estadual (MPCO-PE).

Ainda segundo Krause, do total já liberado, apenas R$ 53,5 milhões foram executados até o momento (31,9%), dos quais R$ 43 milhões, efetivamente pagos (25%). “A diferença entre esses valores está solta na conta única do Estado o que, na nossa opinião, configura manobra contábil para garantir fluxo de caixa ao Governo”, opinou a democrata, afirmando haver “discrepância entre o discurso da saúde financeira de Pernambuco e o que se vê na ponta, com atrasos e não pagamento de servidores e fornecedores”, acrescentou.

A denúncia recaiu, ainda, sobre o atraso nos empreendimentos que deveriam estar sendo financiados com os recursos do empréstimo, entre eles a Bacia do Fragoso, o Corredor Leste-Oeste e a Via Metropolitana Norte. “Além dos R$ 53 milhões executados, há mais R$ 100 milhões prontos para serem direcionados a essas obras importantes para os pernambucanos e que, até agora, não foram investidos”, alertou a deputada. “É preciso que seja dada uma explicação rápida e consistente à população”, concluiu.

Jovem morre após celular explodir no travesseiro enquanto ela dormia

Jovem adormeceu ouvindo música nos fones de ouvido e com o celular na tomada. / Foto: Reprodução/Instagram

Uma adolescente morreu, vítima de uma explosão do celular, que estava em cima de seu travesseiro enquanto ela dormia. A menina, identificada como Alua Asetkyzy Abzalbek, tinha 14 anos e estava em sua casa no Cazaquistão. Segundo a polícia, o smartphone estava ligado na tomada.

Alua adormeceu ouvindo música nos fones de ouvido. Após a explosão, o serviço de emergência chegou a ser acionado, mas a jovem já estava morta quando a equipe chegou à sua casa, onde morava com a família.

Ainda de acordo com a polícia, o aparelho explodiu no início da manhã, após superaquecer. Ao ser encontrada, a bateria do telefone, cuja marca não foi divulgada, estava pegando fogo ao lado de sua cabeça. A estudante sofreu graves ferimentos e não resistiu.

PF fecha cinco empresas clandestinas de segurança em Pernambuco

Foto: Reprodução/PF. (Foto: Reprodução/PF.)

Uma operação nacional deflagrada pela Polícia Federal nos municípios de Garanhuns, Recife e Paulista fechou cinco empresas de segurança que funcionavam de forma ilegal. Funcionários atuavam como vigilantes sem capacitação técnica para utilizar arma de fogo, nem capacitação. Através da Superintendência Regional da PF em Pernambuco e da Delegacia de Caruaru, a Operação Segurança Legal IV ocorreu entre os dias 26 e 27 de setembro e resultou na prisão de um homem.

No município de Paulista, no Grande Recife, um cabo e um sargento reformados da Polícia Militar eram responsáveis por duas empresas clandestinas. Eles receberam notificações de encerramento de atividades por atuar de forma ilegal.

Em Garanhuns, a PF identificou um segurança trabalhando armado, que foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. A pena para esse tipo de crime varia de 2 a 4 anos de reclusão. Uma outra empresa mantinha ilegalmente dois postos de vigilância que funcionavam em uma escola e uma farmácia no bairro de Heliópolis. Todos foram encerrados pela PF. Durante a ação dos policiais, ainda foram apreendidos dois rádios de comunicação; uma tonfa; um colete; uma faca inoxidável; um spray de pimenta e um revólver de calibre 38.

“Uma pessoa que não tem capacitação técnica, sem formação para portar arma coloca em risco a própria vida e de outras pessoas que contratam o serviço de segurança. Por isso, é necessário que as pessoas antes de contratar qualquer serviço de segurança procurem a Polícia Federal para saber se a empresa está cadastrada regularmente”, esclareceu o chefe de comunicação da PF em Pernambuco, Giovani Santoro.

Uma empresa também foi cancelada por exercer o serviço de segurança de sem autorização da PF em um condomínio no Recife. Foram apreendidos dois rádios de comunicação e duas tonfas.

A operação ocorreu de forma simultânea nos 26 estados da federação e no Distrito Federal, envolvendo o trabalho do órgão central e de mais de 95 unidades de Polícia Federal distribuídas por todo o território nacional. Ao menos 318 empresas de segurança e estabelecimentos foram fiscalizadas em todo o país.

A Polícia Federal é responsável pela regulação e controle da atividade de segurança privada em todo o país. Toda atividade de segurança, seja armada ou desarmada, necessita de autorização federal. Mesmo na atividade desarmada, por exemplo, os vigilantes, para exercerem a profissão, precisam se capacitar através de um curso de formação, e fazer um curso de reciclagem a cada 2 anos, sob fiscalização da PF.

Todas as cinco empresas receberam auto e notificação de encerramento das atividades com prazo de 30 dias para apresentar suas alegações. Se não apresentarem as justificativas serão fechadas de forma definitiva.

Dois homens são presos por crime ambiental na área da transposição do São Francisco

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou dois homens por destruírem e danificarem florestas em área considerada de preservação permanente e invadirem terra da União, às margens do Reservatório de Negreiros. A área, localizada na zona rual do município de Salgueiro, havia sido desapropriada em 2008 devido às obras do canal de transposição do Rio São Francisco. O autor da denúncia é o procurador da República André Estima.

De acordo com as investigações do MPF, os crimes foram cometidos em 2017. Os acusados foram presos e autuados em flagrante ao desmatarem e queimarem vegetação nativa de caatinga. Eles confessaram que o objetivo era formar área de plantio. Também foram identificadas, na terra invadida, a implantação de estruturas para habitação e exploração, como cercas de arame farpado e estacamento para construção de casa.

Os denunciados atuaram sem qualquer autorização ou licença ambiental. Caso a Justiça Federal acate os argumentos do MPF e condene os acusados pelo crime ambiental e pelo crime de invasão de terras públicas, as penas possíveis são prisão por até seis anos e pagamento de multa.

Ministério Público de PE ajuiza ação de improbidade contra prefeita de Lagoa do Carro e duas secretárias municipais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou ação civil pública por atos de improbidade administrativa em desfavor da prefeita de Lagoa do Carro, Judite Santana Silva, e das secretárias de Saúde, Rosinete da Silva, e de Assistência Social, Dyeniheiris Ferreira. De acordo com as informações levantadas pela Promotoria de Justiça local, elas teriam burlado o princípio do concurso público ao contratar servidores públicos em 2017 sem a realização de concurso ou seleção pública.

De acordo com o promotor de Justiça Ariano Aguiar, as contratações foram alvo de análise pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que julgou, em dezembro de 2018, que a admissão de pessoal foi feita de forma irregular.

“Além da ausência de fundamentação para as contratações temporárias sem seleção simplificada, o TCE alertou para o fato de que a admissão de pessoal se deu quando o município estava acima do limite prudencial de despesas com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Fica evidente a má-fé da gestão municipal, ainda mais considerando que Lagoa do Carro não realiza concurso público desde 2003”, apontou o promotor de Justiça.

Diante das irregularidades, o MPPE requereu à Justiça a condenação das três pela prática de atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública, cujas sanções previstas em lei incluem o ressarcimento dos danos, se houver; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos; pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público.

Deputado que chamou Moro de “juiz ladrão” reafirma acusação contra ministro

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O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) estava a poucos metros do ministro Sergio Moro, quando disse a ele no início de julho: “O senhor vai estar nos livros de história como um juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão!” O parlamentar referia-se à atuação do ex-magistrado como julgador dos réus da operação Lava Jato, bastante questionada após a revelação pelo site The Intercept Brasil dos vazamentos de conversas com procuradores da força-tarefa de Curitiba.

Ao ataque do deputado, seguiu-se uma confusão na sala de audiência da Câmara, enquanto Moro deixava o recinto cercado por apoiadores. No dia seguinte, Braga foi ameaçado pela líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), de ter seu nome encaminhado ao Conselho de Ética da Casa com pedido de cassação do mandato por quebra de decoro.

Eu só saio daqui com 100% de inocência, diz Lula

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde abril de 2018, afirmou em entrevista ao site GGN que seria “um prazer” que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol entrassem em seu lugar. “Eu só saio daqui com 100% de inocência, e o maior prazer seria sair daqui e o Moro entrar no meu lugar. Ele e o Dallagnol”.

Bolsonaro sanciona com vetos lei que muda regras eleitorais

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou na sexta (27), com vetos, o projeto que altera regras eleitorais (Projeto de Lei 5029/19). Com isso, as medidas já valerão para as eleições municipais de 2020. O Congresso Nacional ainda terá a possibilidade de apreciar os vetos na semana que vem, que poderão ser mantidos ou derrubados. O prazo final para isso ocorrer a tempo de valer para o ano que vem é o dia 4 de outubro, limite de um ano antes do pleito.

A versão do projeto que veio do Legislativo foi aprovada no último dia 18, pela Câmara dos Deputados, depois de ter sido modificada durante a tramitação no Senado. O texto alterou regras do Fundo Partidário, normas relacionadas à prestação de contas, regras de elegibilidade, e ainda recriou a propaganda político-partidária no rádio e na televisão.

O Palácio do Planalto informou que, entre os pontos vetados pelo presidente da República, está justamente a recriação da propaganda político-partidária no rádio e na televisão, que havia deixado de existir com a reforma aleitoral anterior (Lei 13.487, de 2017). Um dos motivos para a extinção do horário político era para viabilizar a criação do Fundo Eleitoral, já que o horário político-partidário é custeado mediante renúncia fiscal conferido às emissoras de rádio e TV, como contrapartida ao tempo disponibilizado.

“O veto se deu por inconstitucionalidade, uma vez que ofende dispositivo constitucional que dispõe que as proposições que tragam renúncia de receita ou aumento de despesa estejam acompanhados de estudo de impacto orçamentário-financeiro, o que não ocorreu na proposição em questão”, informou o Planalto, em nota.

Outro ponto vetado por Bolsonaro foi a previsão de aumento de recursos a serem destinados ao Fundo Eleitoral anualmente, sem limitação prévia, não apenas em ano de eleição como previsto atualmente. Para o próximo ano, caberá à lei orçamentária definir o valor do fundo, segundo percentual do total de emendas de bancada cuja execução é obrigatória. O projeto de lei do orçamento (PLOA 2020), enviado pelo governo federal, destina R$ 2,54 bilhões para as eleições municipais. Em relação ao pleito de 2018 (R$ 1,72 bilhão), o aumento proposto é de 48%. “Igualmente, a razão do veto está atrelada às questões orçamentárias, uma vez que a proposição não veio acompanhada do impacto orçamentário-financeiro”, justificou o Planalto no veto da medida.

Também foi vetado dispositivo que possibilitava gastos ilimitados com passagens aéreas e impedia que fossem apresentados documentos que comprovassem os gastos e as finalidades. O dispositivo que permitia a utilização do fundo partidário para pagamento de multas também foi vetado, segundo o Palácio do Planalto, “por contrariar a lógica, a saúde financeira do sistema e por permitir que o dinheiro arrecadado com as multas e direcionados ao fundo seja utilizado para pagar as próprias multas”.

Outros dispositivos vetados flexibilizavam os critérios de de análise da elegibilidade dos candidatos com base na Lei da Ficha Limpa. Com isso, a Justiça Federal só deveria analisar a ficha do candidato no momento da posse e não no do registro da candidatura, como ocorre hoje.

Foram vetados ainda, segundo o governo, os dispositivos que traziam anistias às multas aplicadas pela Justiça Eleitoral. “Os vetos em comento se justificam em razão dos artigos contrariarem a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição Federal, ao não trazerem o estudo do impacto nas contas públicas das anistias às sanções que foram aplicadas”, diz a nota do Planalto.

O texto sancionado será publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União ainda nesta sexta-feira. O Palácio do Planalto também listou alguns dos principais pontos sancionados pelo presidente da República, que já passam a valer após a publicação:

– Trecho que amplia a possibilidade de se estabelecer sede e de promover os atos de registro de constituição dos partidos políticos em qualquer localidade do território nacional, não mais se restringindo apenas à capital federal;

– Item que determina que as manifestações das áreas técnicas dos tribunais eleitorais se atenham à legislação e às normas de contabilidade, competindo o juízo de valor aos magistrados;

– Dispositivo que desobriga os partidos políticos da apresentação de certidões ou documentos referentes a informações que a Justiça Eleitoral já receba por meio de convênio ou integração de sistema eletrônico com órgãos da administração pública ou entidade bancária e do sistema financeiro;

– Item que permite o recebimento de doações de pessoas físicas por meio de boleto bancário e débito em conta, além de dispor que os bancos e as empresas de meios de pagamentos disponibilizem a abertura de contas bancárias e seus serviços de meios de pagamento e compensação aos partidos políticos;

– Dispositivo que altera a legislação trabalhista para quem presta atividades nos partidos políticos;

– Item que disciplina a forma de utilização dos gastos com advogados, contadores e demais despesas serão realizados em razão do processo eleitoral;

– Dispositivo que regulamenta a cobrança das multas eleitorais, de modo a limitar a cobrança mensal destes valores.

Prefeitura de Triunfo, Polícia Militar e comerciantes devem adotar medidas para evitar poluição sonora

Diante do aumento de denúncias de emissão exacerbada de ruídos sonoros, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Triunfo, recomendou que a Prefeitura, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e os proprietários de bares, barracas, restaurantes, clubes e similares tomassem providências a fim de evitar a perturbação sonora no município. Segundo o promotor de Justiça Rafael Steinberger, o uso indevido de caixas de som, tanto nos estabelecimentos quanto por veículos de pessoas que para lá se dirigem para consumir bebidas alcoólicas, prejudica o descanso de moradores, incluindo idosos e crianças que vivem nas proximidades.

Assim, a Prefeitura deverá informar se o alvará de funcionamento desses locais permite o exercício de atividade potencialmente poluidora sonora e encaminhar um relatório ao MPPE no prazo de 60 dias. Além disso, deverá inspecionar com regularidade todos os estabelecimentos e empreendimentos localizados na cidade, principalmente à noite e nos finais de semana, adotando todas as medidas administrativas e/ou judiciais cabíveis, observando os limites máximos permitidos para emissão de sons e ruídos, conforme dispõe a Lei Estadual nº 12.789/05, em função da área (residencial, diversificada ou industrial) e do horário (diurno, vespertino e noturno), cabendo às Secretarias de Urbanismo e Meio Ambiente essa fiscalização.

Já a PM deverá realizar rondas ostensivas na localidade, observando se os motoristas que estiverem com sons em seus carros seguem as regras específicas de utilização desses equipamentos regidas pelo Código de Trânsito Brasileiro, solicitando também o apoio do Detran-PE para essa operação. Requisitando ainda a licença ambiental para a aparelhagem de som dos estabelecimentos comerciais. Em caso de flagrante de poluição sonora, tomar as providências necessárias.

Caberá ainda à Prefeitura e à Polícia Militar autorizarem o funcionamento de estabelecimentos que estejam em dia com o respectivo Alvará de Funcionamento expedido pelo município, com a autorização da Vigilância Sanitária Municipal e do Corpo de Bombeiros; estabelecerem limitação de horário de funcionamento desses empreendimentos; não permitirem que qualquer dos eventos festivos, seja promovido pelo Poder Público ou por Particulares, se estendam em horário além de 2h.

Por fim, os donos de bares, restaurantes e clube deverão providenciar o Alvará Municipal, encerrando suas atividades conforme o documento informa. Se responsabilizar, também, em colocar um cartaz com os termos: “É proibido som alto em frente a este estabelecimento”, acionando a PM caso os donos de veículos não respeitem.

O promotor lembrou ainda, no texto da recomendação, que causar poluição sonora de qualquer natureza em níveis que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, se configura como crime, de acordo com o artigo 42, inciso III, da Lei n° 3.688/1941. A pena para a infração é de um a quatro anos de reclusão e multa.

TJ-PE gasta R$ 1 milhão e omite dados sobre viagem de magistrados à Alemanha

Divulgação/TJPE

O TJ-PE (Tribunal de Justiça de Pernambuco) gastou cerca de R$ 1 milhão em diárias para enviar 46 magistrados e servidores em maio deste ano a um treinamento de oito dias na Faculdade de Direito de Frankfurt, na Alemanha, com todas as despesas pagas pela corte.

O tribunal omitiu o valor total dos gastos e outros dados requeridos pela reportagem nos últimos meses. Ao final de maio, o TJ-PE havia informado que viajariam à Alemanha 25 magistrados e servidores.

Na ocasião, foi divulgado que “o tribunal premiou oito juízes, mas facultou a inscrição de outros 17 participantes: quatro desembargadores, nove juízes e quatro servidores, escolhidos pelo Conselho da Magistratura”. %u200B

Ao contrário de outros tribunais, que adquirem as passagens e registram os respectivos valores na página relativa à transparência, o TJ-PE informou que os selecionados receberiam oito diárias para cobrir os gastos com passagens, transporte terrestre, hospedagem e alimentação. Mas não informou o valor total.

Neste mês, a reportagem identificou no site do tribunal o pagamento de R$ 969 mil em diárias a 46 juízes e servidores no mês de maio. Em abril, o tribunal pagou o total de R$ 255,7 mil em diárias, e, em junho, R$ 306,4 mil.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, não quis comentar se esse gasto é condizente com as restrições orçamentárias do Judiciário. Na terça-feira passada (17), a reportagem voltou a procurar o TJ-PE para saber como o tribunal “explica o acréscimo de participantes e como justifica o gasto”. A corte estadual informou que não iria se manifestar.

Assassinos de conselheiros de Poção devem seguir para julgamento

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O caso do assassinato de três conselheiros tutelares de Poção, no Agreste, e de uma idosa, em fevereiro de 2015, deve seguir para julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa dos acusados havia entrado com recurso para impedir a realização do julgamento, mas a 1ª Câmara Regional de Caruaru, órgão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), negou o pedido.

O Ministério Público de Pernambuco também já tinha solicitado que o caso fosse retirado do segredo de Justiça, uma vez que as medidas necessárias à proteção à criança não se justificam mais, quatro anos após o cometimento do crime e tendo em vista que os acusados se encontram presos, aguardando o julgamento. Esta matéria, contudo, não foi objeto de análise nesta ocasião.

Os conselheiros Carmem Lúcia da Silva, Daniel Farias e Lindenberg Vasconcelos seguiam de carro após resgatar uma criança que morava com o pai, que havia perdido a guarda da menina para a avó materna. Os quatro foram surpreendidos em uma emboscada. O carro foi alvejado e somente a criança, de dois anos, sobreviveu.

Armado com fuzis e usando roupas camufladas, grupo tenta assaltar avião em Petrolina

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Quatro pessoas armadas com fuzis e usando roupas camufladas tentaram assaltar um avião de transporte de valores no Aeroporto Senador Nilo Coelho, em Petrolina. O crime foi registrado pela Polícia Militar de Pernambuco na tarde desta quinta-feira (26). Os criminosos quebraram uma cerca do aeroporto e invadiram o local em um carro. O piloto do avião, porém, conseguiu fazer uma manobra e levantar voo, escapando da quadrilha.

O avião, da empresa Prosegur, estava transportando valores para um banco de Salvador, na Bahia, a 510 km de Petrolina. Durante a fuga, os criminosos pararam um caminhão na BR-428 e atearam fogo no veículo, bloqueando a pista. Um carro Fiat Doblò, que pode ter sido usado pelo grupo durante a investida, também foi encontrado incendiado pela polícia.

De acordo com a Polícia Militar, o 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp) “segue em diligências na região em busca dos suspeitos”. As polícias Militar, Civil e Federal atuam no caso.

INSS faz pente-fino e poupa R$ 4,37 bilhões com cancelamentos

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Em pouco mais de oito meses de força-tarefa, o INSS já suspendeu ou cancelou definitivamente o pagamento de 254 mil benefícios com indícios de fraude ou outras irregularidades, segundo dados obtidos com exclusividade pelo Estadão/Broadcast. Pessoas mortas que continuavam recebendo os valores mensais e servidores estaduais e municipais que ganhavam o benefício assistencial voltado à baixa renda são as irregularidades mais comuns. A economia com os cancelamentos chega a R$ 4,37 bilhões anuais.

Ao editar a Medida Provisória antifraude, em janeiro deste ano, o governo projetava uma economia de pouco mais de R$ 10 bilhões neste ano. “Estamos quase atingindo a meta (de economia) em poucos meses do pente-fino”, diz o presidente do INSS, Renato Vieira. O pente-fino começou em janeiro, mas se intensificou apenas em julho com o sinal verde do Congresso para o pagamento do bônus aos funcionários do INSS por análise extra realizada.

Janot diz que cogitou matar Gilmar Mendes dentro do Supremo quando era Procurador Geral da República

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O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse nesta quinta-feira (26) à Folha que entrou uma vez no Supremo Tribunal Federal armado com uma pistola com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes, por causa de insinuações que ele teria feito sobre sua filha em 2017.

O ex-procurador narra o episódio num livro de memórias que está lançando neste mês, sem nomear Gilmar. Ele confirmou a identidade de seu alvo ao ser questionado pela Folha em entrevista nesta quinta. “Tenho uma dificuldade enorme de pronunciar o nome desta pessoa”, disse.

Nesta sexta, em mensagem enviada à coluna Mônica Bergamo, da Folha, Gilmar se disse surpreso e recomendou tratamento psiquiátrico a Janot.

Em maio de 2017, como procurador-geral, Janot pediu a suspeição de Gilmar em casos relacionados ao empresário Eike Batista, que se tornara alvo da Lava Jato e era defendido pelo escritório de advocacia do qual a mulher do ministro, Guiomar Feitosa Mendes, é sócia.

Segundo Janot, o ministro do STF reagiu na época lançando suspeitas sobre a atuação de sua filha, Letícia Ladeira Monteiro de Barros, que é advogada e representara a empreiteira OAS no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

“Num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha”, diz Janot no livro.

“Só não houve o gesto extremo porque, no instante decisivo, a mão invisível do bom senso tocou meu ombro e disse: não.”

Na entrevista à Folha, ele disse que seu plano era matar Gilmar antes do início da sessão no STF. “Na antessala, onde eu o encontraria antes da sessão”, afirmou. O ex-procurador disse que não entrou no plenário do tribunal armado.

Em entrevistas à revista Veja e ao jornal O Estado de S. Paulo, Janot acrescentou que pretendia se suicidar depois de matar Gilmar.