Procuradores-gerais do Nordeste buscam soluções caso rejeitos de minério cheguem ao São Francisco

A usina hidrelétrica de Três Marias foi inaugurada em 1962 e tem 2,7 mil metros de comprimento. Foto: Divulgação.

Soluções conjuntas caso a pluma de sedimentos e rejeitos liberada após o rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Minas Gerais, chegue ao Rio São Francisco estão sendo pensadas por procuradores do Nordeste. O grupo tem acompanhado as ações tomadas pelas diversas instituições e entidades na região da tragédia e vai se reunir no próximo dia 15, na sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), para avaliar e tomar medidas em caso de contaminação.

Especialistas alertaram que a pluma com os rejeitos de minério de ferro da barragem da Vale deve chegar à usina hidrelétrica de Três Marias, no Rio São Francisco, entre os dias 15 e 20 de fevereiro. A previsão consta em um boletim de monitoramento do Rio Paraopeba divulgado nessa segunda-feira (28) pelo Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), empresa estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia. O rio Paraopeba, que passa por Brumadinho e carrega a lama com os rejeitos, é um dos principais afluentes do São Francisco.

“As instituições e entidades envolvidas em sanar as consequências da tragédia já estão tomando diversas medidas para a contenção dos rejeitos na barragem de Retiro Baixo, na cidade de Pompéu. As turbinas foram desligadas e ela está sendo esvaziada até sua capacidade mínima de operação, de modo a evitar que o Rio São Francisco seja alcançado”, afirmou o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros.

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