Processo do promotor Marcellus Ugiette é desmembrado

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O desembargador Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), decidiu separar o processo do promotor do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) Marcellus Ugiette, assim como de outras quatro pessoas, dos demais acusados de envolvimento em uma quadrilha de estelionatários, desmembrada em agosto. “Uma decisão acertada porque fica a cargo do Tribunal apenas o que é do Tribunal. Os outros envolvidos vão ser julgados pela 2ª Vara Criminal de Olinda”, explica Emerson Leônidas, advogado de defesa de Ugiette, que é favorável à decisão do desembargador.

Além de Ugiette, que possui foro privilegiado, foram desmembrados os processos de José Ricardo Gomes Batista, Eduardo Felipe Danielowski Pereira, Karen Danielowski Pereira e Assiel Fernandes da Silva. Todos serão julgados pelo Órgão Especial do TJPE porque o caso deles está diretamente ligado ao de Ugiette, já que são autores da corrupção ativa e responsáveis por corromper o promotor. Esses quatro, além de enfrentarem o Tribunal, também vão ser julgados pela 2ª Vara Criminal de Olinda pelos demais crimes da quadrilha.

Suspeito de corrupção passiva, Ugiette, afastado desde o dia 06 de agosto das 19° e 54° promotoria da Vara de Execução Penal, está sendo investigado, segundo a Polícia Civil de Pernambuco, por ter favorecido uma quadrilha de estelionatários ao realocar membros dessa facção que estavam presos, permitindo que eles seguissem atuando criminalmente de dentro dos presídios.

De acordo com o coordenador do Grupo de Apoio Especializado de Enfrentamento às Organizações Criminosas do MPPE (Gaeco), o promotor de Justiça Ricardo Lapenda, durante as investigações foram encontrados indícios contra Ugiette. Marcellus Ugiette está há 33 anos no MPPE, dos quais 15 são dedicados à Vara de Execução Penal.

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