Em Pernambuco, campanhas eleitorais ignoram vítimas do vírus zika

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Três anos após despertar a atenção do Brasil e do mundo, a epidemia causada pelo vírus zika e suas consequências – centenas de crianças nasceram com microcefalia -, são ignoradas nas eleições deste ano pelos sete candidatos ao governo de Pernambuco, que registrou em 2015 o epicentro do surto.

De acordo com levantamento feito pelo Estado nas diretrizes dos programas de governo registrados na Justiça Eleitoral, apenas um cita o problema e, ainda assim, apresenta uma proposta em duas linhas. Enquanto isso, a falta de atendimento adequado e as filas de espera fazem parte das reclamações das famílias, que se dizem abandonadas pelo poder público.

De agosto de 2015 a julho deste ano, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram notificados 2.555 bebês com microcefalia. Desses, 456 tiveram o diagnóstico confirmado e outros 304 estão “em investigação” ou tiveram o laudo “inconclusivo”. Do total de casos registrados, a pasta contabiliza 164 óbitos – 11 das mortes ocorreram em 2018.

Os candidatos minimizaram a ausência das consequências do vírus zika nos plano de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disseram que vão apresentar as promessas até o primeiro turno das eleições 2018, no dia 7 de outubro. Entre as propostas está a construção de centros regionais, concessão de auxílio financeiro e mutirões de atendimento.

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