Papa Francisco cita documentos de dom Hélder Câmara na celebração dos 50 anos da Renovação Carismática Católica

A Renovação Carismática Católica nasce ecumênica. É uma corrente de graça", disse o papa Francisco - Foto: Alice de Souza (A Renovação Carismática Católica nasce ecumênica. É uma corrente de graça", disse o papa Francisco - Foto: Alice de Souza)

Se a Renovação Carismática Católica já chegou a ser considerada um movimento contrário aos preceitos da Igreja Católica e rechaçada pelos setores conservadores da instituição religiosa, o Jubileu de Ouro deixou essas memórias no passado. As celebrações de 50 anos da RCC, realizadas da última quinta-feira até ontem, em Roma e no Vaticano, foram a consolidação do movimento. Cerca de 300 mil pessoas de 128 países participaram das comemorações e viram o próprio papa Francisco, que no passado já chegou a tecer críticas à RCC, reconhecer o uso da alegria e das comunicações como instrumento de evangelização.

Diante de milhares de pessoas no Circo Máximo, o Santo Padre ressaltou que o anúncio cristão é sempre alegre. “Não se pode fechar o Espírito Santo numa gaiola. Pode ser que esse modo de orar não seja apreciado por alguns, mas é certo que se insere plenamente na tradição bíblica. Estamos celebrando a obra do Espírito Santo na Igreja. A Renovação Carismática Católica nasce ecumênica. É uma corrente de graça. Muitas obras humanas nascem inspiradas pelo Espírito Santo”, afirmou.

Segundo o papa, os 50 anos também são uma oportunidade de reflexão, para fortalecimento do caminho em busca da paz mundial e da unidade. Francisco citou pensadores luteranos e, durante a vigília, esteve acompanhado de representantes de outras religiões. “É a metade da vida, as rugas começam a ficar mais profundas. É o momento de parar e refletir, de ir adiante com mais força, deixando para trás o pó do vento acumulado”, acrescentou. Ainda durante a Vigília, o papa chegou a citar documentos escritos por dom Hélder Câmara, no qual está ressaltado que a RCC está a serviço do homem e que a isso se somam o louvor e o batismo no Espírito Santo. O Santo Padre participou de missa de pentecostes, na Praça de São Pedro, que também marcou o encerramento das comemorações do Jubileu de Ouro. Além de voltar a falar da paz mundial e citar o atentado em Londres, reverenciou os carismáticos presentes.

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