Deputados divergem na avaliação do primeiro biênio da gestão de Paulo Câmara

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O líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho (PRB), e o vice-líder do Governo Ricardo Costa (PMDB) foram à tribuna, durante a Reunião Plenária desta segunda (3), avaliar os primeiros dois anos de gestão do governador Paulo Câmara. Os parlamentares apontaram, respectivamente, o que consideram falhas e virtudes da administração estadual e comentaram a pesquisa de opinião referente à atuação do gestor, divulgada no último fim de semana pelo Instituto Uninassau.

Costa Filho considerou que os 74% de rejeição à atuação do governador – apontados no levantamento – “reproduzem o sentimento do povo de Pernambuco”. “A Bancada da Oposição visitou, na última semana, os municípios sertanejos de Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, dentro do Programa Pernambuco de Verdade. Fomos in loco cumprir nosso papel de fiscalizar o Executivo e verificamos que um conjunto de ações prometidas à região, durante a campanha política, ainda não saíram do papel”, relatou.

Segundo o parlamentar, o grupo pôde verificar falhas no atendimento do Hospital Professor Agamenon Magalhães, em Serra Talhada; falta de medicamentos na Farmácia do Estado; desarticulação do Programa Universidade para Todos em Pernambuco (Proupe); e atrasos no início das obras da sede do Corpo de Bombeiros da região. “Esse é o Pernambuco de verdade. O Estado está sem ação, e a pesquisa de opinião mostra que a rejeição da população não é ao Governo, mas à figura do governador, devido à sua falta de liderança”, criticou.

Os deputados Álvaro Porto (PSD), Augusto César (PTB), Júlio Cavalcanti (PTB) e Teresa Leitão (PT) reforçaram, em apartes, as críticas feitas pelo oposicionista. Porto reprovou a decisão do Estado de passar a gestão do hospital público de Afogados da Ingazeira para uma Organização Social (OS).

Augusto César, por sua vez, citou os atrasos na construção do campus da Universidade de Pernambuco em Serra Talhada. Júlio Cavalcanti cobrou o início das obras do distrito industrial de Arcoverde. Já Teresa lamentou a inoperância do Proupe. “O Governo está muito aquém das necessidades da população”, resumiu César.

Em pronunciamento, o vice-líder do Governo Ricardo Costa defendeu e exaltou a gestão de Paulo Câmara, que, para o peemedebista,“dá lição de governança ao Brasil”. O deputado ressaltou que, apesar da crise econômica nacional, Pernambuco é um dos poucos Estados que têm conseguido cumprir com seus compromissos e, ainda, manter uma política forte de atração de investimentos. “É o desenvolvimento econômico que paga a conta, e Pernambuco tem tido serenidade para atrair negócios, oferecendo as melhores condições nessa disputa árdua com outros Estados”, salientou.

O governista citou a atração das empresas Inbetta, Aché e Ambev, além do hub da Azul para Pernambuco. “Assim como a Oposição, nós também temos números a apresentar: o PIB do Estado cresce 14 vezes mais que o do resto do Brasil”, alegou. Sobre o levantamento da Uninassau, o deputado afirmou que “pesquisa não se discute, avalia-se”.

O parlamentar acredita que, devido à redução de gastos com publicidade, o Governo do Estado “não está conseguindo apresentar para a população o que Pernambuco tem enfrentado”, citando os esforços do Executivo em cortar gastos para equilibrar as finanças.

Em apartes a Ricardo Costa, o líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB), e os deputados Rodrigo Novaes (PSD) e Laura Gomes (PSB) destacaram a responsabilidade da gestão estadual. “O governador não faz politicagem nem gasta além do que pode”, comentou Novaes.

Sobre a pesquisa de opinião, Laura Gomes defendeu que ela seja utilizada como “diretriz para orientar os trabalhos”. Já Nascimento avaliou que o ambiente de desemprego no País, o momento da segurança pública e os desafios nacionais na área de saúde “contaminam a opinião pública”. De acordo com o líder governista, o apoio à gestão de Câmara foi aferido nas eleições municipais de 2016, quando 70 prefeitos do PSB foram eleitos.

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