Sintepe reclama ao Ministério Público de ‘movimento’ para constranger professores

Quatro entidades sindicais que representam trabalhadores em educação em Pernambuco reuniram-se com a promotora Eleonora Rodrigues, do Ministério Público de Pernambuco, para apresentar denúncia contra uma suposta campanha de assédio aos professores e professoras em sala de aula, liderada por um autodenominado “Movimento pelas Crianças”.

As entidades foram Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco), Sinpoja (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Jaboatão dos Guararapes), Sinpmol (Sindicato dos Professores Municipais de Olinda) e Simpere (Sindicato dos Professores do Recife).

De acordo com os sindicatos, nas redes sociais, o “movimento” incentiva os estudantes a constranger seus professores e professoras utilizando telefones celulares para gravar suas aulas e “denunciá-los” por supostamente “fixar ideologia política na cabeça dos alunos”.

Para o Sindicato, o movimento de extrema-direita visa constranger e agredir professores e professoras em sala de aula.

A denúncia do Sintepe diz que as mensagens do movimento confrontam o princípio de liberdade de cátedra, inscrito na Constituição, em seu artigo 205, que assegura “a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”. Contraria também o que está explícito, no artigo 3º, na Lei de Diretrizes e Bases Nacional – LDB (Lei 9.394/1996).

O documento do Sintepe recomenda que a Secretaria de Educação do Estado garanta, por meio de ações afirmativas e imediatas, a proteção dos docentes, a autonomia didático-científica e pedagógica e o direito de livre expressão e iniciativas das professoras e professores. O MPPE acatou e divulgou nota oficial neste sentido.

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