Greve dos caminhoneiros vira mote de campanha a favor e contra

Os desdobramentos da greve dos caminhoneiros e dos bloqueios de rodovias voltaram a repercutir na Assembleia Legislativa. Na Reunião Plenária desta terça (29), vários parlamentares discutiram sobre a política de preços da Petrobras e outros temas pautados pela categoria, além das medidas anunciadas pelos governos Federal e Estadual para tentar encerrar a mobilização. Os deputados também se posicionaram a respeito de propostas como intervenção militar, eleições indiretas para presidente e instauração do parlamentarismo, levantadas por manifestantes e líderes políticos no contexto da paralisação.

Durante o Pequeno Expediente, Waldemar Borges (PSB) avaliou que o movimento, iniciado no dia 21, começou de forma legítima, opondo-se a uma política econômica prejudicial à maioria dos brasileiros.  Mas, para ele, hoje causa risco à vida das pessoas – com a falta de insumos e remédios em hospitais e farmácias – e à democracia no Brasil. “A gente vê pessoas pedindo intervenção militar. É preciso haver uma reação para que o movimento não seja instrumentalizado para a ruptura do regime democrático, que é a conquista maior deste País. A gente precisa aperfeiçoar a democracia, e não matá-la”, expressou.

Segundo Edilson Silva (PSOL), apesar da “instrumentalização por setores empresariais” e da “infiltração de elementos fascistas pró-intervenção militar”, o ponto principal é “uma manifestação justa de trabalhadores”. Ele criticou a medida que atrela a oscilação do valor do barril de petróleo no mercado internacional ao custo dos combustíveis vendidos nos postos e considerou que o corte do PIS e da Cofins sobre o diesel vai prejudicar a assistência social para garantir essa política de preços. A alternativa seria “a defesa da Petrobras como empresa pública com capacidade para garantir a autossuficiência não só do petróleo bruto, mas também do refino”.

Antônio Moraes (PP) sugeriu que, em vez de formar comboios para proteger as cargas, a ação das forças de segurança seja direcionada aos bloqueios ainda mantidos. “Seria melhor do ponto de vista operacional, porque permitiria a passagem de qualquer transportador que escolhesse voltar ao trabalho”, observou. “A situação traz prejuízos incalculáveis ao Governo e a setores da economia que já enfrentavam dificuldades”, lamentou, citando o exemplo de carregamentos de aves de outras regiões que devem ser perdidos antes de chegar a Pernambuco.

No Grande Expediente, Teresa Leitão (PT) afirmou que os cortes de impostos não vão impactar os preços do gás de cozinha e da gasolina, cuja redução será pauta da greve dos petroleiros, prevista para esta quarta (30). Ela sustentou que “a diminuição de 30% na produção de derivados nas refinarias abriu um imenso mercado para importação, sob o controle internacional”. A petista reagiu, ainda, aos movimentos políticos por eleição indireta e pela instauração do parlamentarismo no Brasil: “Ou a gente defende a democracia e a realização de eleições livres neste País ou nós seremos tragados por outro golpe, com a suspensão das eleições”.

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