Prisão do ex-presidente Lula repercute no Plenário da Assembleia

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Parlamentares foram à tribuna, durante a Reunião Plenária desta segunda (9), fazer reflexões sobre a prisão do ex-presidente Lula. Primeira a se pronunciar, a deputada Priscila Krause (DEM) leu artigo em que o ex-governador Gustavo Krause elogia a condução do processo jurídico. Já o deputado Edilson Silva (PSOL) criticou a “pressa” das instâncias jurídicas em expedir o mandado de prisão contra o ex-governante, o que, na sua visão, reafirma a tese de que há um “tratamento diferenciado” para com Lula.

O artigo citado por Priscila tem como título “Lula e o xadrez” e foi publicado no Jornal do Commercio do último domingo (8). Nele, Gustavo Krause afirmou que a prisão “reforçou o primado da igualdade de todos perante a lei e fortaleceu a investigação da Lava Jato como instrumento de combate à impunidade”. Ainda para o autor, apesar de Lula e seus aliados usarem o episódio para fortalecer o argumento de “persecução e vitimização”, no Brasil “existe político preso, o que não equivale a preso político”.

Para a democrata, a análise do ex-governador primou pelo “equilíbrio e responsabilidade”, diferenciando-se da média de opiniões que vêm sendo compartilhadas. “Temos tido dificuldade em encontrar palavras mais equilibradas e menos emocionadas para avaliar os fatos jurídicos, políticos e históricos, dando espaço para a amplificação de posicionamentos extremados”, lamentou.

Na avaliação do psolista, entretanto, o processo “ocorreu de maneira, no mínimo, muito estranha”, referindo-se desde o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) até a agilidade da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região e do juiz Sérgio Moro. “Tudo foi feito de uma forma a deixar extremamente nítido que existiu um tratamento diferenciado da Justiça brasileira contra Lula”, afirmou.

Para Edilson, “esse dia entrará para a história como o momento em que vimos o Judiciário, juntamente com setores golpistas da mídia e uma parcela da elite conservadora, realizando o fetiche de ver Lula preso”, acrescentou, cobrando tratamento isonômico da Justiça para com todos os réus. “Que os réus pretos e pobres, hoje em sua maioria presos antes do julgamento, possam fazer recursos até a última instância; e que aqueles que utilizam da protelação para afrontar a República sejam julgados também com celeridade”, defendeu.

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