Envolvidos com a morte do estudante Edvaldo Alves participam de audiência

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Nesta sexta-feira, na cidade de Itambé, na Mata Norte, acontece a primeira audiência de instrução que vai julgar os envolvidos com a morte do estudante Edvaldo da Silva, que foi atingido por disparo de arma de fogo durante um protesto que pedia por segurança naquela cidade, no dia 11 de abril do ano passado. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou capitão Ramon Tadeu Silva Cazé, 43, e o soldado Ivaldo Batista de Souza Júnior, 33, na morte do jovem por homicídio simples com dolo eventual. O que significa que, apesar de não haver a intenção de matar, o risco é assumido devido à postura adotada pelos responsáveis da ação. Os militares podem pegar uma pena de seis a 20 anos de prisão para cada um dos envolvidos.

Além da denúncia de homicídio simples por dolo eventual, o capitão da PM que comandou a ação também foi denunciado por prática de tortura. Esse segundo crime pode acarretar de dois a oito anos de prisão, com acréscimo de um sexto a um terço da pena, por se tratar de um agente público. Se condenado na justiça, perde, ainda, a função pública. Em junho do ano passado, o Governo de Pernambuco assinou um acordo de reparação à família do estudante morte por um tiro de bala de borracha, disparada pelos policiais militares durante a manifestação.  O valor não foi divulgado.

A Polícia Civil concluiu em seu inquérito que os policiais militares envolvidos na morte do jovem cometeram homicídio culposo, sem a intenção de matar, por isso não pediu a prisão dos envolvidos, que permanecem em liberdade até o julgamento. Os dois foram afastados das funções de rua pela corporação militar. Edvaldo da Silva Alves levou o tiro durante um ato público contra a violência na cidade de Itambé, na Mata Norte de Pernambuco, realizado no dia 17 de março. Além do jovem, outros moradores fecharam a rodovia PE-75 por várias horas, pedindo mais segurança.

Durante o protesto, que foi filmado por celular, imagens mostraram uma discussão entre a vítima e uma mulher, com policiais em volta. Também foi possível ver um dos policiais questionando: "É esse quem vai levar um tiro primeiro?". O PM chama um colega armado e aponta o rapaz. Um tiro é disparado. Atingido, o homem cambaleia e cai no chão. Após atirar, os policiais o arrastam pelo asfalto até a viatura da Polícia Militar, batem no rosto dele e o colocam na parte de trás da caminhonete. O veículo então deixa o local, sob gritos dos manifestantes. Edvaldo ficou internado no Hospital Miguel Arraes, em Paulista, até falecer no dia 11 de abril do ano passado.

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